7 dicas para montar seu calendário de corridas

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By Giovana Kaupe / 8 de junho de 2019
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Você recebe inúmeros emails com propagandas de provas mas não sabe como montar seu calendário de corridas a cada ano? Aí vão algumas dicas para escolher quais provas participar!


1. Faça algumas provas como preparação para aquela que tem como alvo. ­São competições de menor importância, que você usa para ajudá-lo a se preparar para as exigências físicas e mentais da corrida que tem como grande objetivo. Por exemplo, se sua prova-alvo é uma maratona, 2 ou 3 meias vão te ajudar a manter a motivação nos treinos e fazer os longos. O ritmo da maratona você irá testar nos treinos de 26km ou mais. É muito difícil usar provas secundárias com ritmo lento, então eu como treinadora prefiro colocá-las no calendário substituindo o treino de velocidade da semana.


2. Não caia na tentação de querer competir em tudo quanto é prova. Esse é um erro dos mais comuns. Fazer muitas provas seguidas visando performance é meio caminho andado para você não baixar seus tempos. Além disso, suas chances de lesão aumentam consideravelmente. O que você precisa é treinar.


3. Respeite o período pré-competitivo, você não terá ganho de condicionamento nos últimos treinos antes da prova, pelo contrário. Uma ou algumas semanas antes (depende da distância), seus treinos devem ser fáceis. É o período em que o corpo terá a supercompensação do treinamento para estar 100% no dia da prova, não treine forte agora.


4. O mesmo pode ser dito para a semana pós-prova. É hora de descansar, mesmo treinando. Rodagens e treinos regenerativos são tudo o que você precisa agora. Um treino de alta intensidade logo após você ter dado tudo de si em uma prova só vai aumentar o risco de lesões e não te trará benefício algum.


5. 60% das lesões ocorrem por falhas na periodização do treino (o planejamento de volume, intensidade, etc). Alterações bruscas nas variáveis de treino aumentam muito o risco de lesão, que pode ser aguda (quando você rompe um ligamento, por exemplo) mas o mais comum é que sejam crônicas (processos inflamatórios, fratura por estresse, …). O treinador é um facilitador da sua performance, maximizando os resultados e minimizando o risco de lesões. Converse sempre com o seu treinador caso tenha um.


6. A quantidade de provas depende da distância e também do nível do corredor. Para corredores amadores, 1 à 3 maratonas por ano podem ser bem distribuídas ao longo do ano, caso você já tenha estreado na distância. Se for a sua primeira, faça apenas uma de 42k. Meias maratonas podem ser mais frequentes, pois a recuperação é mais rápida. 5 e 10km podem ser feitos 4 à 6x por ano como prova-alvo. Mas lembrando, tudo vai depender muito do nível do corredor e do objetivo de performance, esse é apenas um norte.


7. Procure dominar uma distância para conquistar a próxima. Essa é a dica que eu sempre insisto com meus clientes, e que quase ninguém fala. Se você fez uma ou duas provas de 5k, não é hora de tentar uma de 10, mas de baixar seus tempos nos 5k. O mesmo vale para distâncias maiores. Via de regra, peço aos meus corredores que façam 4 à 6 provas de 5 para ir para os 10k. Mais de 5 provas de 10 para irmos para a meia maratona e mais algumas meias (e anos de treinamento) para conquistar os primeiros 42km. Distância não é a única progressão possível na vida de um corredor. Trabalhe para correr mais rápido e não só correr mais.

Com essas dicas em mente, você é capaz de montar um ótimo calendário de corridas para o ano todo, ou ainda para o semestre. Peça orientação ao seu treinador caso tenha um, ele vai te ajudar a planejar ainda melhor!

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Bons treinos!

Giovana Kaupe

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